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Disney já foi acusada de inserir mensagens sexuais em filmes infantis - relembre a polêmica

Por João Vitor Figueira — 23 de set. de 2017 às 09:20

Grupo católico buscou chifres em cabeça de cavalo para acusar o estúdio do Mickey, mas já houve ao menos um caso comprovado de "mensagem subliminar" envolvendo a Disney.

A Netflix foi forçada retirar do ar um episódio da série infantil A Abelha Maia depois que uma espectadora britânica notou algo estranho. Em uma breve cena, um desenho que representa um pênis é mostrado na inocente série sobre as aventuras de uma abelhina e seus amigos insetos.

Depois de publicar sua revolta nas redes sociais, a mãe que percebeu o indelicado easter egg enquanto via a atração com seus filhos fez o caso viralizar e ganhar manchetes mundo afora.O Studio 100, que produz a animação, pediu desculpas pelo incidente, que classificou como "uma piada de péssimo gosto" por parte de alguém, ainda não identificado na equipe de animadores.

O caso envolvendo a série franco-alemã chama a atenção justamente por não ter sido a primeira vez que alguém acusou uma produção voltada para criança de conter conteúdos sexuais inapropriados para seu público. Em 1995, o grupo católico American Life League (ALL), que passou anos concentrando seus esforços para tentar impedir que mulheres tenham acesso ao aborto legal, passou a se dedicar ao lobby anti-Disney.

Na época, a produtora e distribuidora Miramax fazia parte do conglomerado de empresas da The Walt Disney Company. O estúdio lançou o drama O Padre (1994), que trata da crise de fé de um clérigo católico que questiona os dogmas ao perceber que se sente atraído por outros homens. Depois de propor um boicote contra a Disney por puro fundamentalismo, a ALL então decidiu atacar os produtos mais célebres da companhia: Seus filmes animados. Eles alegavam ter provas, mas o que elas significam?

A animação A Pequena Sereia, que apresenta uma nova versão do conto do dinamarquês Hans Christian Andersen, foi acusada de mostrar um padre excitado sexualmente. A suposta ereção do religioso é retratada na cena do casamento de Vanessa, alter-ego humano da vilã Úrsula, com o Príncipe Eric. Após a denúncia ser alardada e repassada pela imprensa americana, quase sempre com boas doses de sensacionalismo, uma mulher do estado de Arkansa, nos EUA, decidiu processar a The Walt Disney Company por conta do "conteúdo explícito". Ela desistiu da ação dois meses depois.

A Disney se defendeu alegando que a protuberância na calça do padre era seu joelho, o que fica mais claro quando se observa a imagem do padre por outros ângulos. De qualquer forma, para evitar mais controvérsia, versões futuras do filme lançadas em home video apresentam uma nova versão da cena, em que o joelho (ou o pênis, para os conspiracionistas) é removido do quadro.

O "padre com tesão" não foi o único aspecto criticado em A Pequena Sereia por grupos religiosos que buscavam indícios de imoralidade na Disney. A capa da edição em VHS da clássica animação chegou às lojas dos Estados Unidos mostrando um castelo dourado no qual uma de suas torres seria o desenho de um pênis. A tese de que se trata de uma representação escondida de um orgão genital masculina é mais forte do que a tese do padre excitado, mas, de acordo com o site Snopes, dedicado a desvendar boatos e farsas na internet, tudo não passa de um mal entendido. O Snopes alega ter entrevistado o desenhista que assina a capa do VHS e que ele teria dito que a semelhança da torre com um pênis é acidental. Ele também teria negado ser um funcionário insatisfeito da Disney ou mesmo um ilustrador prestes a ser demitido, apesar de boatos terem apontado nessa direção. O desenhista trabalharia para uma outra empresa que teria prestado serviços para a Disney. O site ainda alega que o ilustrador era cristão e soube das acusações contra seu trabalho por meio de um amigo que frequantava a mesma igreja que ele. Após o caso ganhar a imprensa, a Disney solicitou que uma nova arte fosse produzida. De qualquer forma, é inegável que a "torre" controversa tem sim um formato muito fálico.

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Grupo Católico Buscou Chifres Em Cabeça De Cavalo Para Acusar O Estúdio Do Mickey, Mas Já Houve Ao Menos Um Caso Comprovado De "Mensagem Subliminar" Envolvendo A Disney.

Tecnologia moderna permite detectar mensagens subliminares em desenhos animados, desmascarando falsas alegações e expondo deslizes dos estúdios de animação.

A ética na produção de conteúdos infantis exige responsabilidade dos criadores para evitar mensagens subliminares, garantindo segurança e apropriação nas animações.

Mensagens subliminares em desenhos animados intrigam o público, sugerindo influências ocultas nas produções infantis. A linha entre coincidência e intenção é tênue.

A psicologia estuda como mensagens subliminares em filmes infantis podem afetar o desenvolvimento das crianças, gerando debates sobre intenção e manipulação.

Animações clássicas enfrentam controvérsias sobre mensagens ocultas, algumas vezes revelando coincidências, outras intencionalidade, alimentando a análise crítica dessas obras.

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